Rogéria Santos propõe inclusão de idosos nas universidades federais
Indicação apresentada pela deputada ao Ministério da Educação defende a Política do Envelhecer Saudável, Participativo e Cidadão e amplia o debate sobre educação ao longo da vida.
Brasília (DF) – A deputada federal Rogéria Santos (Republicanos-BA) defendeu a ampliação do acesso da população idosa ao ensino superior por meio da Indicação nº 1.132/2024 (INC 1132/2024). A proposta foi encaminhada ao Poder Executivo, por intermédio do Ministério da Educação (MEC), com a sugestão de implantação da Política do Envelhecer Saudável, Participativo e Cidadão nas universidades federais de todo o país.
A iniciativa parte da necessidade de criar novas oportunidades educacionais para uma população brasileira que passa por um processo acelerado de envelhecimento. Para Rogéria Santos, a educação deve permanecer acessível ao longo de toda a vida, independentemente da idade.
Entre as medidas defendidas pela parlamentar está a possibilidade de criação de vestibular específico para pessoas com 60 anos ou mais, garantindo condições para que esse público possa ingressar em cursos de graduação. A proposta também prevê ações de orientação, adaptação curricular e suporte para facilitar a integração dos estudantes idosos ao ambiente acadêmico.
Inclusão e combate ao etarismo
A Política do Envelhecer Saudável, Participativo e Cidadão busca fortalecer uma cultura de respeito, inclusão e valorização da pessoa idosa nas universidades federais.
A proposta de Rogéria Santos também defende a oferta de cursos de extensão, atividades acadêmicas e ações culturais direcionadas à população idosa, além da adaptação das estruturas universitárias para atender às necessidades desse público.
Na avaliação da deputada, a presença de pessoas idosas nas universidades pode contribuir para a troca de experiências entre gerações e para o enriquecimento do ambiente acadêmico.
“É essencial que nossas universidades não apenas ofereçam educação de qualidade, mas também promovam um ambiente onde os idosos sejam respeitados e valorizados. A presença deles nos centros acadêmicos pode enriquecer o ambiente cultural e proporcionar uma troca de conhecimentos e experiências valiosas para toda a comunidade acadêmica”, afirmou Rogéria Santos.
Educação ao longo da vida
A proposta também considera os impactos sociais da educação continuada. Segundo a justificativa apresentada pela parlamentar, a participação de pessoas idosas em atividades acadêmicas pode contribuir para reduzir o isolamento social, estimular a convivência entre diferentes gerações e proporcionar novas oportunidades de aprendizado e atualização profissional.
Rogéria Santos citou ainda a experiência da Universidade de Brasília (UnB), que já havia adotado uma política voltada ao envelhecimento saudável e realizado processo seletivo específico para pessoas com 60 anos ou mais. A experiência foi apresentada na indicação como uma referência que poderia ser ampliada para outras universidades federais.
Atuação em defesa da pessoa idosa
A defesa de políticas voltadas ao envelhecimento integra a atuação de Rogéria Santos no Congresso Nacional. Além da proposta para ampliar a participação dos idosos no ensino superior, a parlamentar também tem apresentado iniciativas relacionadas à proteção, à saúde, à inclusão e ao combate ao preconceito contra essa parcela da população.
A indicação para implantação da Política do Envelhecer Saudável, Participativo e Cidadão reforça, assim, a defesa de um envelhecimento com dignidade, participação social, acesso à educação e cidadania.
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